Portão de Tannhauser

“Se nossos Deuses e nossas esperanças são nada além de fenômenos científicos, então admitamos que deve ser dito que nosso amor também é científico.”
- Auguste Villiers de l’Isle-Adam’s, Tomorrow’s Eve (1886)
O Ao Sugo está com uma nova seção. Com tantos textos envolvendo o universo Cyberpunk, era no mínimo lógico separarmos tudo. Aqui, nós não tentaremos desvendar a verdade ou expor os escrúpulos tecnocratas da embestializada humanidade, mas sim tentar entender, com a ficção ou não, o que está acontecendo e se, realmente, tudo aquilo que os livros, filmes, desenhos, HQs ou o que seja está, de fato, tão longe assim da realidade.
Afinal, nós vimos coisas que vocês não acreditariam. E no Portão de Tannhauser vocês terão a chance de usufruir de nossas experiências, relatadas da escuridão com resenhas e análises de um tema assustador. Esperemos que estes textos não se percam no tempo, como lágrimas na chuva.
Hora de ler.
Pois bem, em 1983 o termo “cyberpunk” seria criado por Bruce Bethke e popularizado por Gardner Dozois para identificar este novo ramo da Ficção Científica que encarava o futuro da humanidade de modo extremamente pessimista, com grandes cidades super povoadas, poluição de todos os tipos, doenças diferentes, drogas diferentes – mais poderosas e amplamente distribuídas, mundo em que a ciência e tecnologia de ponta seria capaz de fazer verdadeiros milagres como a realidade virtual plena, a Inteligência artificial, ao mesmo tempo que seria uma faca de dois gumes ao produzir novos tipos de viciados, technautas presos ao cyberespaço e à imaterialidade do mundo virtual. [...] Leia mais
Os Blade Runners e a Cibernética Indiscriminada
Um bom dicionário definiria a cibernética como o estudo da comunicação e controle das máquinas, grupos sociais e seres vivos. Ultimamente, o estudo das máquinas autônomas tem delegado um sentido à cibernética, dentro da ciência, que se assemelha às conceituações notificadas em literatura ou cinema de ficção científica; neste tipo de visão, a cibernética é não só a relação, como a junção dos aspectos homem-máquina, gerando figuras conhecidas do “panteão” da ficção, como andróides e ciborgues. [...] Leia mais
Virtualidade Real do Cibermundo: sobre A Bomba Informática
O livro A Bomba Informática consiste numa coletânea de ensaios acerca da guerra da informação publicados na imprensa entre 1996 e 1998. Nele, Virilio demonstra a formação da aldeia global mcluhaniana a partir da “mundialização” (um nome mais propício à globalização, segundo o autor) e da Web. Crítico ferrenho da cultura de massas, usando exemplos reais, análises de discursos e atos de dirigentes das nações e do mundo (em especial os Estados Unidos), Virilio apresenta o estreitamento das dimensões geográficas entre países e temporais entre gerações pela digitalização do mundo na guerra informacional. [...] Leia mais
Chocado. Atordoado. Estarrecido, pasmo, é pouco. Assisti há pouco – e admito, com um atraso vergonhoso – a animação japonesa Metropolis (メトロポリス) de 2001, baseado na obra de Osamu Tezuka que já contava, mesmo tendo sido escrito há mais de 50 anos, uma visão futurista da humanidade. O fã de ficção científica que adorou Blade Runner por sua visão extremamente destrutiva da sociedade do futuro, ou mesmo o fã de animação (e nesta categoria incluo a produzida nos mais diversos países, desde “As Bicicletas de Belleville”, francês, até o próprio Metropolis aqui) que aprecia este tipo bastante particular de entretenimento com certeza já viu Metropolis, caso contrário, está perdendo tempo, meu filho. [...] Leia mais
Não tão simples quanto parece. Ou talvez tão implícito, simbólico e terrível como realmente parece aos olhos mais atentos. Os fanáticos reconhecerão o velha lema da Tyrell Corporation, de Blade Runner, renomado longa-metragem de Ridley Scott e baseado no romance Do Androids Dream of Eletric Sheep, de Phillip K. Dick. Entretanto, o que isto significa? Ser “mais humano que os humanos” é um lema no mínimo capcioso; talvez a busca pela perfeição genética. [...] Leia mais
Antes de mais nada, você deveria assistir ou ler Ghost in The Shell (攻殻機動隊). Não é dica, não é sugestão, é obrigação. O mangá infelizmente não tem tradução para o português, todavia, quem é brazuca e ainda não assistiu a animação cujo título nas terras de cá é “O Fantasma do Futuro” (1995, Flashstar) deveria arder no fogo do inferno de tanta vergonha. Sem brincadeira. Logo, o vídeo logo abaixo é dedicado não apenas aos já conhecedores desta obra memorável de Shirow Masamune e Mamoru Oshii como também aos culturalmente mutilados. Aproveitem. [...] Leia mais
Imagem de Cabeçalho: Ghost in the Shell – Stand Alone Complex (攻殻機動隊 – SAC)






