O Molejo do Chewbacca

•Novembro 11, 2009 • Deixe um comentário

Dance com as Estrelas? Balela. Primeiro porque é necessário definir antes de tudo o que são e quem são as estrelas. Ao meu ver, assistir um bloco televisivo dominical de dança com pseudo-atores e pseudo-atrizes das novelas brasileiras se caracteriza enquanto uma falsidade absurda: “estrelas”? Onde?

Mas não, nós do Ao Sugo, dado o nosso requinte, garbo e elegância trazemos para vocês um verdadeiro espetáculo de dança com as estrelas, direto da Disney. Até poderia ser da Bela e a Fera ou da Branca de Neve, mas não, não, não… Surpreendam-se!

Victor Hugo, o Dançarino Jedi

A Maior Mentira de Todas

•Outubro 22, 2009 • 2 Comentários

Cartaz Soviético

Em “A Era dos ExtremosEric Hobsbawn nos mostra que o século XX é marcado pelas guerras “totais”, a guerra em que todo um país entra em esforço de guerra até seu último homem, sua última bala. Tropas inteiras em favor de umas poucas causas mobilizadas para destruir o adversário até o seu extermínio total. A tecnologia bélica desenvolve-se ao ponto em que já não é mais necessário entrar em um combate “corpo-a-corpo” para subjugar o adversário. Embora possa parecer alguma outra história sombria e pessimista de ficção como V de Vingança, 1984 e Distrito 9, após alguns exemplos totalitários presenciados durante este século já não reside mais apenas na imaginação dos homens quais seriam as últimas conseqüências quando se põe à prova a condição humana.

Embora muitos estudiosos da mente humana como psicólogos e psicanalistas estejam à procura de uma explicação “psicopatológica” para a loucura de Hitler e Stalin, como também a capacidade destes homens motivarem massas inteiras sob seu comando, as décadas de 30 e 40 do século XX ainda estão longe de serem totalmente compreendidas. Enquanto cientistas sociais buscam através de seus rígidos métodos lógicos por uma explicação sensata para o que aconteceu naquele período, enfrentam um dilema até então desconhecido na história das civilizações humanas: como procurar pela lógica de sistemas que não possuem lógica?

Até que ponto podemos aceitar a mobilização de massas motivadas pela “loucura”, ou mesmo como podemos identificar o que é ou o que foi esta “loucura”? Podemos nos ater na expressão hoje vista como cliché que “situações desesperadas exigem soluções desesperadas” para começar a discussão, já que nos embasaremos no texto de Hanna Arendt, “O Sistema Totalitário”. Roland Littlewood estabelece um modelo antropológico para compreender como a loucura poderia ser “justificada”, sendo necessário no entanto que ocorressem algumas circunstâncias específicas: em duas delas, a loucura só poderia existir desde que correspondesse a determinadas situações da “audiência”, ou seja, não bastaria ser “louco” para estar no poder, pois a própria idéia não se mantém logicamente por muito tempo: confirmada a loucura de um governante ele logo é considerado inapto ao poder e imediatamente retirado de sua condição de chefe.

Como afirma Hanna Arendt, em tempos de crise e miséria sócio-econômica em que a própria dignidade do homem é extirpada, movimentos que não exigem a lógica convencional dos regimes políticos de até então podem acender ao poder, como os sistemas totalitários. Em situações em que a “audiência” ou as massas “aceitam” determinadas condições nunca antes previstas, temos as motivações e bases necessárias para que o totalistarismo se instaure como nova forma de regime.

Soldados

Todavia, não é suficiente que apenas esta “audiência” seja não apenas a fonte deste tipo de governo, mas é necessário também que o mantenha. Neste sentido, embora muitos estudiosos das ciências sociais tentem procurar alguma lógica em um movimento à primeira vista “sem lógica”, o que devemos entender é que tais movimentos se baseiam em uma lógica interna própria que fornece a sua sustentação no poder. A partir deste momento, cria-se uma realidade fictícia e objetivos ilimitados, como exterminar um grupo étnico inteiro ou “dominar o mundo”, dando ao movimento um aspecto de instabilidade e constante[1] reformação, ao contrário do que tinha se visto até então na política. Algumas destas características aparentemente “ilógicas” como o “amorfismo” das instituições, o poder entre partido e Estado, a polícia secreta e o antiutilitarismo merecem destaque aqui, como veremos a seguir.

O “amorfismo” do Estado totalitário sempre foi tido por muitos como uma das mais altas expressões da aparente falta de lógica deste tipo de governo. A constante multiplicação de instituições, o remanejamento constante de pessoal, a promoção e eliminação instantânea de cargos sempre foram características do sistema totalitário em que o que mais se almeja é a liderança. Como observado na Alemanha nazista, várias instituições competiam pela liderança de determinada região, geralmente com jurisdições sobrepostas, porém nunca se sabendo qual destas detinha o real domínio, até que o verdadeiro poder do Mein Führer se instalasse em qualquer lugar. Nesta situação, todos vigiam todos, todas as pessoas, ligadas ou não às instituições envolvidas, passam a se policiar umas às outras atrás da almejada “liderança”.

Enquanto que na Alemanha nazista tínhamos a multiplicação de instituições e todo o efetivo pessoal destas continuando a existir, na URSS Stalin preferia a eliminação e criação de novas instituições, sendo que todo o efetivo pessoal de uma instituição a ser extinta seria eliminada com ele, garantindo que, com esta renovação de pessoal nunca se firmasse um sentimento de solidariedade[2]. Esta paranóia de nunca se saber quem detém o poder faz parte das premissas do movimento, a de deixar o sistema instável. Um dos maiores perigos para o movimento seria se, após a obtenção do poder, tudo se estabilizasse e “acalmasse” o “espírito” de reformar o mundo. O movimento passa a adquirir características de reformação do mundo, não tem e nunca teve raízes em um determinado país, o que nos mostra o total desprezo pelo nacionalismo[3].

Mesmo neste clima de paranóia sabe-se que quem detém o poder é o partido, no entanto, de uma forma muito peculiar: quanto mais se sabe sobre determinada função no Estado, menos efetivo ele é, ou seja, as verdadeiras raízes do poder num sistema totalitário reside no segredo e na ocultação dos objetivos finais. Desse modo, o Estado passa a ser um meio para que o partido seja representado perante às demais nações. A polícia secreta passa a ser a verdadeira fonte de todo o poder, muito mais do que as próprias forças armadas, detentora dos verdadeiros objetivos do partido. Uma “realidade fictícia” é passada para os que não pertencem a este meio, uma mentira tão amplamente difundida que mantém os verdadeiros princípios e fins do partido ocultos do mundo, de modo que quando se defronta com o “verdadeiro mundo” passamos a não acreditar que aquilo seria possível, como os Campos de Concentração.

Guernica, Pablo Picasso

Temos no totalitarismo uma inovação, uma nova concepção de poder que nos escapa à lógica. O poder sempre foi tido como obtenção de meios materiais, porém neste regime vemos o total desprezo pelo “desejo do poder”, mas pela fé em uma ideologia, um idealismo fundado na simples agressão, o que foge à corrente lógica utilitarista dos outros países não-totalitários. Invade-se um território, mas suas riquezas não são exploradas; continuamente contingentes são enviados aos campos de concentração, mas pouco se obtém através deste trabalho “escravo”, exceto tortura, humilhação e a manutenção da maior mentira de todas. Desta mentira, o movimento procura obter o “domínio total” do homem e de todos os seus pensamentos, ou seja, não apenas o domínio daqueles escravizados nos Campos, mas de toda uma sociedade, como ela pensa e como ela deve pensar. Controlar a todos, fazer todos se policiarem, trabalharem para o Estado, formatar visões de mundo, definir os limites entre “certo” e “errado”…

A manutenção desta realidade fictícia e da constante paranóia também deve ser entendida a partir do momento em que temos a definição de um inimigo já declarado, ou seja, os inimigos do movimento são definidos antes mesmo deste obter o poder. Após a entrada no poder, estes inimigos “objetivos” são constantemente classificados e re-classificados conforme a conveniência, o que nos ajuda a entender a relação entre movimento e os inimigos do movimento. Sabe-se que na URSS os inimigos políticos foram eliminados logo nos primeiros anos de governo socialista, no entanto, passado este período e após praticamente todos terem sido mortos, o movimento precisava continuar a caminhar, definindo novos inimigos objetivos, mesmo que aleatoriamente, assim como a constante busca pela supremacia da raça ariana na Alemanha nazista que inventariava, classificava e re-classificava os judeus enquanto seus inimigos, depois os aleijados, os doentes, etc.

Como palavras finais, Hanna Arendt nos mostrou alguns dos pontos centrais que permitem o surgimento de um movimento como o descrito acima, marcado pela miséria e pela perda da “condição” de dignidade do homem. A partir do momento em que um povo já não possui mais as mínimas condições de viver dignamente, tais movimentos podem reaparecer, todavia, com novas roupagens, dizendo sempre atender às reivindicações das massas, ao combate contra a pobreza, contra a fome, etc. Este artigo, apesar de possuir um conteúdo bastante denso, nos mostra como ficções como 1984, V de Vingança e Distrito 9 são realidades possíveis, ficções que retratam a maior das ficções, a maior mentira de todas. Fica esperto.

Victor Hugo, Envergonhado

Imagens: Propaganda Soviética contra o Nazismo, Formação de Soldados Alemães da Segunda Guerra Mundial, Guernica (Pablo Picasso)

Leia mais:

ARENDT, Hanna. As origens do totalitarismo, 6ª Edição, 562 páginas. Companhia das Letras: São Paulo, 2006


[1] Como a “revolução mundial comunista” na URSS ou simplesmente exterminar grupos étnicos inteiros na Alemanha.

[2] Ou “clique”, no Nazismo. Sempre que uma “clique” estava prestes a se formar em algum ponto do regime nazista, Hitler logo remanejava todo pessoal, geralmente concedendo cargos com renome público visível para todos da sociedade, evitando assim um sentimento de solidariedade e diminuindo o seu poder.

[3] Independentemente dos discursos ideológicos de Hitler para o povo alemão que eram repletos de cunho nacionalista, o que vimos foi a utilização da Alemanha como um “trampolim” para a expansão do movimento, os alemães no fim de tudo acabaram sendo tratados como se estivessem sendo “usados” por um “conquistador estrangeiro”, como observado em inúmeras leis criadas pelo movimento. A respeito da raça ariana, sempre se soube que tal raça ainda não existia, não era portanto o povo alemão.

Distrito 9 – Tapa na cara alienígena

•Outubro 18, 2009 • 9 Comentários

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Vamos recapitular. A galera estava reunida na mesa da cozinha aprontando-se para mais uma partida de Dungeons & Dragons quando conhecemos um ser de outro planeta que veio para a Terra por acidente. Com seu dedo luminoso a criatura medonha esperava trazer um pouco de esperança e amor para nós, os pobres terráqueos. Munido de seus poderes advindos de sua pureza de espírito ele fez bicicletas voarem pelos céus, todavia, foi caçado por uma humanidade sedenta de conhecimento e apavorada com o desconhecido. Quando pequeno chorei com esse filme. Ok, ok, já entendi, está meio confuso, mas não preciso ficar aqui escrevendo linhas e mais linhas sobre E.T. O Extraterrestre (1982) de Steven Spielberg.

Vamos pular um pouco no mundo do cinema. Agora temos um filme em que grandes discos voadores capazes de cobrir a Lua chegam à Terra. Após consumirem todos os recursos de seu mundo natal, encontram no planeta azul uma imensa fonte de matéria-prima pronta para ser explorada. Gafanhotos. Alienígenas cabeçudos com grandes olhos negros (moda na década de 90), porém gafanhotos e com a política do “chegar-esmerilhando-só-por-esmerilhar”. Por fim, sobrevoam a Casa Branca estadunidense e com um raio de luz absurdamente potente destrói um dos maiores símbolos do poderio humano neste planeta ridículo. Independence Day (1996), hit infeliz de Roland Emmerich que trazia a união de todos os povos humanos (liderados pelos Estados Unidos, lógico, e com um presidente-Bill-Pullman-fanfarrão) contra uma ameaça alienígena. Típico, diria C3P0…

Tá bom, só para aumentar a polêmica aqui. Os alienígenas já estão aqui na Terra. Isso, há milhares de anos e hibernando sob a forma de um líquido negro viscoso e inteligente. Na década de 40, após a fatídica queda do Objeto Voador Não-Identificado em Roswell (EUA), os alienígenas teriam feito um pacto ou contrato com as potências mundiais para a colonização do planeta em 50 anos. Grandões, também de cabeças enormes e olhos pretos, viam na Terra uma fonte de recursos materiais e/ou talvez um posto avançado estratégico para a diplomacia interestelar. Que seja. Fatalista do começo ao fim, X-Files – Fight The Future (1998) nos mostrava como todo o “esquema” estava mais do que planejado e já implementado. A verdade está lá fora uma ova, estaria mesmo embaixo dos nossos narizes.

Outro filme agora, mais ETs. Fim da Terceira Guerra Mundial. A humanidade só não chegou à aniquilação total por pura sorte num lance de dados divino (se bem que, creio eu, nessa altura do campeonato, se Deus ou os deuses existem, eles já se cansaram e abandonaram esta humanidade torpe há muito tempo, provavelmente no primeiro dia em que o homem aprendeu a falar “mamãe”). Com o planeta devastado e poucos agrupamentos humanos sobrevivendo como animais em busca de comida, Zephram Cochrane decide inventar uma nova tecnologia aeroespacial para encher a cueca de dinheiro e descobre a Velocidade de Dobra. Impressionados com o nosso feito, chegam os pacíficos alienígenas vulcanos em busca de prosperidade com seus novos amiguinhos terrenos. Em Star Trek First Contact (1996) seria dado o pontapé para o futuro pacífico, clean, light e bonito de Gene Roddenberry. Fascinante, diria Spock.

Pois bem, cansei. Sou nerd, adoro filmes envolvendo a temática extraterrestre e de fato poderia ficar aqui por eras redigindo parágrafos bastante enfadonhos sobre todos já lançados. Nesta relação tivemos alienígenas motherf#ckers que chegam neste planeta com o único propósito de nos destruir (já informo os leitores que apóio veementemente esta idéia; aliás, só estou esperando pela chegada dos homenzinhos verdes) e os alienígenas bonzinhos que nos dão tecnologia, paz, prosperidade, amor e esperança. Ah, que bonito. Todavia, de uma forma ou de outra, falar sobre alienígenas acaba provocando (cutucando) todo mundo, não por questionar a crença na existência de vida fora da Terra, mas por questionar a nossa própria mediocridade em não reconhecer outras possibilidades que vão além do nosso próprio umbigo. Você ainda acha que quando falam de discos voadores é a sua crença ou não em vida em outros planetas que está em jogo? Se liga, és um grande imbecil… e egocêntrico ainda.

Então, como gosto de provocar (cutucar), falemos de alienígenas, falemos de District 9 (2009)! Eles já chegaram, já faz alguns anos. Vindos em uma imensa nave discóide, eles sobrevoaram Johanesburgo na África do Sul e lá pediram ajuda. Não estou mentindo, refugiados, os alienígenas pediram ajuda a nós terráqueos, em pleno palco do Apartheid. Com forma humanóide e chamados pejorativamente de “Camarões” (pejorativamente porque nenhum humano se incomodou em perguntar a qualquer um deles como se chamam), estes alienígenas se instalaram nos arredores da capital sul-africana, gerando assim inúmeros problemas sociais não previstos.

Num país com pobreza e discriminação mais do que conhecidas, quase 2 milhões de “camarões” competiriam cotidianamente com uma população sofrida em busca de comida, respeito e um mínimo de dignidade. Os assaltos e surtos de violência aumentam em todos os cantos da cidade, novas lideranças armadas surgem para combater as novas ameaças, um gueto chamado Distrito 9 é criado unicamente para alocar estes alienígenas pobres… Não é possível, faço a minha pergunta: como seres tão inteligentes a ponto de desenvolverem a viagem espacial conseguem escolher um planeta tão adequado para turismo ou asilo político?

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Para lidar com os alienígenas revoltosos e garantir assistência social à nova população vinda do espaço sideral é criada a Multi-National United, uma espécie de ONU com um grande exército de paz especializada no controle e estudo destas criaturas tão estranhas. Como forma de resolver o impasse dos inúmeros problemas sociais criados pela visitinha surpresa dos “Camarões” (“Prawns”), a MNU coloca nas mãos do agente Wikus van der Merwe (Sharlto Copley) a difícil missão de reassentar 1,8 milhão de alienígenas para até 240Km de Johanesburgo.

Celebrado e ovacionado como herói local, Merwe descobre como esta população alienígena jogada num gueto leva uma vida miserável e na política dos lobos, até ser atingido por uma estranha substância alienígena chamada no filme como “Fluido Negro”. Infectado pelo óleo extraterrestre, Merwe sofre uma longa transformação que une o seu DNA humano com o DNA prawn, tornando-se assim a maior novidade científica e a maior arma biológica já conhecida da Terra. Levado para um imenso laboratório de pesquisas nazistas à La Menguele com os alienígenas capturados, Merwe perde sua família e sua vida normal quando percebe o quanto o seu papel de “herói” da capital sul-africana é na verdade uma chaga da ganância e ambição humana.

Depois da trilogia O Senhor dos Anéis (2001, 2002, 2003) Peter Jackson nunca acertou tão em cheio. Ao lado de Philippa Boyens na produção, Jackson traz para o mundo do cinema uma forma incrivelmente inédita de contar histórias sobre alienígenas, agora trazendo a visão do outro lado. “Um outro lado” deveras sombrio de uma sociedade humana sem escrúpulos,  assombrada por fantasmas de um passado não muito distante. Dirigido por Neill Blomkamp, diferente da saga Jornada nas Estrelas, District 9 nos mostra de forma sublime como a humanidade estaria mais do que despreparada para lidar com o primeiro contato com  vida extra-terrestre. Ok. Mas o mais importante de tudo, o filme mostra como a humanidade está mais do que despreparada para lidar com… a própria humanidade!

Num mundo marcado pela constante destruição dos recursos naturais, discriminação desenfreada, genocídios e outras formas de extermínio com base em justificativas no mínimo duvidosas, District 9 nos dá um tapa na cara ao trazer novamente as mesmas inquietações sócio-políticas que fazemos com o fim de grandes guerras, do totalitarismo, do preconceito, etc. É aquela moral da história bastante divertida e motivo de vergonha alheia: de quê adianta condenarmos por exemplo o nazismo se somos capazes de fazer exatamente as mesmas coisas com os outros, porém com outros nomes e outras premissas tão igualmente frágeis? Os “Camarões” que o digam.

Finalizarei este artigo da pior maneira possível. Acabei de assistir District 9 e já o coloco na minha lista dos melhores filmes de ficção científica que já  vi nesta minha breve vida. Sendo também trekker, lanço a pergunta e o desafio a todos os leitores: o quê nós, humanos, aprendemos até agora? O quê descobrimos no meio do caminho que nos coloca como “a espécie mais inteligente” deste planeta que tanto detonamos diariamente, o quê encontramos de tão importante em nós mesmos que nos faz acreditar sermos os únicos (puros, belos e éticos) de toda a galáxia conhecida? Aos que ainda não pararam um único segundo para pensar nisso na vida, recomendo fortemente que vejam District 9 para que sintam vergonha do nosso legado humano assim como eu. Quem sabe só assim a gente pensa diferente daqui pra frente.

Victor Hugo, envergonhado

A Saga Começa

•Outubro 10, 2009 • Deixe um comentário

Um humorista americano chamado Al Yankovic, conhecido como Weird Al Yankovic, ficou famoso por parodiar músicas e clipes famosos alterando a letra das músicas, dando-lhes novos temas, sempre de forma bem-humorada e escrachada. Aqui, para conjugar ainda mais com o mundo nerd, o Ao Sugo resolveu trazer até vocês a paródia da música American Pie, contando do início, em termos de enredo, de uma das sagas mais queridas do cinema mundial nerd, Star Wars. Com legendas para os mais limitados.

Aproveitem:

Marcus Vinicius Pilleggi, Jedi Master

Poesia cotidiana

•Outubro 10, 2009 • Deixe um comentário

Este clipe vai direto para aquelas pessoas que consideram que nós, aqui do Ao Sugo, não podemos nos dar ao luxo de usar um humor mais escrachado. Além disso, é também um sábio conselho para prestarem atenção no que estão fazendo. O Ao Sugo não se responsabiliza por qualquer tipo de atitude estúpida cometida após a visualização deste vídeo.

Sem mais, segue:

http://www.youtube.com/watch?v=t35p5fOXV8k

Marcus Vinicius Pilleggi, Bullseye

Assopra o cartucho que vai

•Outubro 8, 2009 • 3 Comentários

sonic

Meu primeiro videogame, mas assim, o primeirão mesmo, foi um Atari 2600, um console que foi lançado nos EUA em 1977 e que chegou ao Brasil em 1983. Nem precisaria dizer que nem lembro quando foi que este videogame chegou a minha casa, todavia, foi o responsável por algumas boas horas semanais de diversão eletrônica.

A era de ouro dos games para mim e meus irmãos foi, realmente, quando ganhamos um Sega Mega Drive, lá por 1991. Para quem vinha do Atari, como a gente, a mudança de gráficos quadrados e vetoriais para um sistema de 16 bits era fenomenal. Parte da quarta geração dos jogos eletrônicos, foi lançado em 1988 no Japão, 1989 na América e 1990 na Europa. Nos EUA, ele apareceu com um nome diferente: Sega Genesis. Lembro-me dos primeiros jogos que alugamos: Last Battle e Moonwalker.

O Mega Drive foi o primeiro grande alívio da Sega, que havia sido muito afetada pela crise dos games de 1983/84. Esta crise foi causada por uma supersaturação de consoles nos países de língua inglesa. A maioria deles, como deve-se suspeitar, de qualidade questionável. A crise causou muitas falências e vendas, como da própria Atari, e mesmo a Sega teve de fazer fusões e acordos para não fechar as portas. Muitos, inclusive, profetizaram que os videogames acabariam por ali mesmo.

O novo console da Sega veio para competir diretamente com o Nintendo Famicon, de 8 bits. Com o dobro do processamento, o Mega Drive tinha uma capacidade gráfica e de sons muito maior que seu concorrente, e foi um grande sucesso particularmente em locais de difícil acesso da Nintendo, como a Europa e o Brasil. Sucessor do Master System, ele buscava abocanhar o público que seu antecessor perdia diariamente para os lançamentos da Nintendo. Boa parte por simples questão de marketing: o da Nintendo era bom, e o da Sega era ruim.

Entretanto, em meio a todo este burburinho, faltava aos concorrentes do Mario um representante, um ícone tão simbólico quanto o encanador italiano que angariava legiões de crianças fanáticas. Ao contrário da Nintendo, a Sega possuía apenas uma mascote não-oficial, Alex Kidd, muito presente em jogos do console Master System. Entre os fãs, a Sega ainda não tinha uma “cara”, um assessor eficiente, enquanto a sua direta concorrente apresentava não só o Mario, como o Link, da série Zelda.

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A mudança viria em 1991. Em junho deste ano, a Sega distribuiria um de seus cartuchos mais importantes. Sonic the Hedgehog introduzia ao mercado um dos personagens mais reconhecidos de todos os tempos da indústria. O protagonista, que dava nome ao jogo, era um porco-espinho azulado e antropomórfico de 15 anos. Suas principais habilidades são sua velocidade, dito mais rápido que a velocidade do som, sua capacidade de dar grandes saltos e de se encolher numa bola azul, célere e cortante, além de ser incansável na luta contra o maligno Dr. Robotnik. Sua criação é creditada ao artista conceitual Naoto Oshima, ao designer Hirokazu Yasuhara e ao programador Yuji Naka. Todos eles eram parte do que mais tarde seria conhecido, dentro da Sega, como Sonic Team. A aparência do personagem, azul (para relembrar a cor do logo da Sega) e com cabelos espetados e tênis de corrida, reforçava a idéia de celeridade que construía o jogo. O primeiro codinome de Sonic foi “Mr. Needlemouse”.

O sucesso foi praticamente imediato. Para isso, a Sega apostou em mais que um design “bonitinho”, como era costume (e ainda é) nos games e design japoneses. A idéia principal em Sonic era pescar, novamente, os gamers antigos que estavam crescendo. Enquanto Mario dominava o público infantil, Sonic conseguia fanáticos ao redor do globo que haviam acabado de entrar na adolescência ou já estavam no meio dela. O carisma de Mario era transformado em velocidade e entusiasmo em Sonic, e mesmo com a jogabilidade simples, o game atraiu muita gente. Sair correndo, pulando e dando loopings era, para ser direto, extremamente divertido.

Vale falar também sobre a personalidade de Sonic. Carrancudo e com um quê de rebeldia, o personagem era uma epítome do comportamento adolescente, sem perder a graça e sem deixar de ser muito divertido. Caso o jogo fosse largado parado, sem fazer nada e sem “pausá-lo”, não custava tempo ao protagonista encarar a tela com olhar de desaprovação, bater o pé de forma ansiosa e negatória. Irreverente, Sonic aproximava-se do caráter insurgente dos adolescentes do início da década de 90. E como encarnava várias características de virtude questionável, ele pode ser considerado o primeiro grande anti-herói do universo dos jogos eletrônicos. Como os jogadores das primeiras gerações haviam crescido, Sonic era um jogo mais apropriado para eles.

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As continuações não tardaram a chegar. Já em 1992, a Sega lançou Sonic the Hedgehog 2, cuja grande mudança foi a introdução de um modo de dois jogadores e do amigo de Sonic, a raposa de duas caudas Miles “Tails” Prower. Jogos subseqüentes trouxeram mais personagens ao universo do porco-espinho azul, como a sua namoradinha Amy Rose, sua cópia robótica Metal Sonic e um outro marcante personagem da série, o ainda mais irritadiço Knuckles, uma équidna (outro tipo de porco-espinho) que em primeiro momento entra em conflito com Sonic.

Deu tão certo que Sonic é, hoje, o personagem mais reconhecido dos jogos eletrônicos. Em 2008 ele foi eleito o mais popular ícone dos games no Reino Unido. Ele também já cansou de aparecer em campanhas publicitárias, inclusive, nos idos de 1993, quando a Sega era um dos patrocinadores da equipe de Formula 1 Williams, Sonic apareceu em carros, capacetes e outros produtos relacionados. Talvez sua velocidade absurda tenha ajudado Alain Prost a vencer o campeonato daquele ano, consagrando-se tetra-campeão. Também no final de 2008, Sonic venceu uma enquete do MSN, da Microsoft, para determinar qual o maior ícone dos games, ficando a frente de Mario e Lara Croft, respectivamente segundo e terceiro lugares. Em 2004, o roedor azul ganhou o Golden Joystick Award, o prêmio mais antigo dos jogos eletrônicos e de votação popular, que elege os melhores personagens e jogos anualmente. Ele foi eleito The Sun Ultimate Gaming Hero.

Quase 20 anos se passaram desde sua primeira aparição, e ainda hoje Sonic permanece como um dos rostos mais conhecidos do universo dos games. Sua personalidade explosiva recrutou uma legião gigantesca de fãs que até hoje se contentam em jogar novamente a sua primeira aventura. É só assoprar o velho cartucho que ele ainda funciona. O personagem passou por mudanças de consoles e design, todavia jamais perdeu sua identidade azulada de cabelo espetado.  Agora temos inúmeros jogos, desenhos animados e até gibis do personagem. Fonte de diversão até hoje, Sonic nunca parou de correr. E esperamos que nunca pare.

Marcus Vinicius Pilleggi

Quer ver mais sobre Sonic? Não perca o mega-medley versão heavy metal em homenagem ao porco espinho, também aqui no Ao Sugo, em Porco-espinho Metaleiro

Porco-espinho metaleiro

•Outubro 8, 2009 • 1 Comentário

Quem da geração da década de 80, e principalmente aqueles que foram felizes proprietários de um Mega Drive, ou Sega Genesis, não se divertia com um dos personagens mais interessantes do mundo dos games de 16bits. Falo de nosso amigo porco-espinho azul e carrancudo. Símbolo da Sega, Sonic é um dos personagens mais icônicos do começo da popularização dos games. Ia de encontro direto ao Mario, da Nintendo. Entretanto, enquanto Mario era voltado às crianças, Sonic era destinado ao público pré-adolescente. Hoje, claro, as coisas estão um pouco diferentes.

Estava passeando pelo Youtube quando encontrei esta homenagem ao nosso camarada de cabelo espetado. Trata-se de uma versão em guitarra elétrica, um grande medley dos temas dos estágios do Sonic. O guitarrista em questão, Andy Gillion, tem várias outras homenagens. Destaque para os temas de Casino Night e Star Light.

Sem mais delongas:

http://www.youtube.com/watch?v=Nff-IFFarpI&feature=related

Marcus Vinicius Pilleggi, em posse das Sete Esmeraldas

Não perca mais sobre o nosso porco-espinho favorito aqui no Ao Sugo, corra para Assopra o cartucho que vai

Críticas de um nerd raivoso

•Outubro 7, 2009 • Deixe um comentário

Alguns artefatos ou costumes fazem parte, via de regra, de um dia-a-dia ou rotina de um nerd. Nem todos portam-se da mesma forma em relação a tudo que é considerado “nerd”, afinal, a gente não tem uma cartilha escrota dizendo como devemos nos vestir, o que ver e nem nada assim. Ser nerd está num patamar acima da padrozinação medonha. Contudo, sem dúvida nenhuma o universo dos jogos eletrônicos faz parte do universo nerd, embora nem todo nerd seja um fanático por games e nem todos os fanáticos por games sejam nerds.

Para homenagear estes nerds, os gamers, o Ao Sugo traz ao seu conhecimento o Angry Video Game Nerd, antigamente conhecido como Angry Nintendo Nerd. Trata-se do fenômeno da web James Rolfe, um americano nerd que ficou famoso fazendo críticas ácidas aos jogos eletrônicos de consoles antigos. Antes somente jogos da Nintendo, por pedidos e vontade própria, Rolfe atualizou seu repertório e hoje é um rosto conhecido nos EUA. Aqui, para conjugar mais ainda a nerdice, vemos um vídeo em que ele analisa e critica jogos baseados numa das franquias mais amadas de todos os tempos, Star Trek.

Sem mais, lá vai (a propósito, não tem legendas):

Para mais dos produtores desse treco, vá para o Cinemassacre. Uma passada pelo Youtube e você encontra mais ainda.

Marcus Vinicius Pilleggi com Dual Shock

Música no Ciberespaço

•Outubro 5, 2009 • Deixe um comentário

Batou em Ghost in the Shell - Innocence

Antes de mais nada, você deveria assistir ou ler Ghost in The Shell (攻殻機動隊). Não é dica, não é sugestão, é obrigação. O mangá infelizmente não tem tradução para o português, todavia, quem é brazuca e ainda não assistiu a animação cujo título nas terras de cá é “O Fantasma do Futuro” (1995, Flashstar) deveria arder no fogo do inferno de tanta vergonha. Sem brincadeira. Logo, o vídeo abaixo é dedicado não apenas aos já conhecedores desta obra memorável de Shirow Masamune e Mamoru Oshii como também aos culturalmente mutilados. Aproveitem.

Em uma bacia grande misture Movimento Cyberpunk, Movimento Hiperfuturista Japonês, os grandes tambores de Taiko, 75 musicistas do canto folclórico japonês Min’yo, o compositor super cabeludo Kenji Kawai e Blade Runner até adquirir uma forma homogênea. Se é que isso é possível. Imagine o filme levado às últimas conseqüências, tenha e apague da sua mente termos como “globalização” e “multiculturalismo” e dê uma pitada generosa da eterna discussão sobre Homem vs. Máquina. Pronto, você ganhou Ghost in The Shell (攻殻機動隊).

É mais do que evidente (e já é tardio) que o Ao Sugo ganhe um ou vários artigos sobre esta obra-prima do mangá e da animação japonesa que influenciou diretamente aquele tal do Matrix. Sem contar que deu novos tons aos clássicos Neuromancer de William Gibson ou então deixou – e muito – feliz o nosso caro Philip K. Dick. Se já se perdeu no meio de tantos nomes, aproveite também para visitar a nossa seção Portão de Tannhauser. Assista Ghost in the Shell. E aí volte para o Ao Sugo e deixe o seu precioso comentário. Os cozinheiros agradecem.

E agora, com vocês, Kenji Kawai em Kugutsuuta kagirohi ha yomi ni mata muto de Ghost in the Shell – Innocence.

Victor Hugo, perdido no Ciberespaço

Imagem: Batou no filme Ghost in the Shell – Innocence

Além de alhos com cabeça, pés e dentes nós do Ao Sugo adoramos discutir coisas sérias. Se você quer saber mais sobre esta temática, visite nossos artigos sobre o mundo Cyberpunk.

Star Wars na Guitarra

•Outubro 5, 2009 • Deixe um comentário

Os ardorosos fãs de Star Wars que visitam a nossa cozinha regularmente já tiveram aqui mesmo no Ao Sugo – Curtas algumas oportunidades para conhecer outras pessoas nerds e tão freaks além dos editores deste blog genial. Aparentemente, e apesar de todos os comentários e discussões inúteis sobre os malditos midi-chlorians, a Força realmente não faz distinção sobre seus discípulos e usuários.  E pelo visto nenhuma distinção at all.

Victor Hugo, o Stormtrooper

Free as a bird

•Outubro 3, 2009 • Deixe um comentário

The_Beatles_by_HeroxHeroine99

Bom, sou músico, vocês sabem. Não sou guitarrista, mas acho  incrivelmente entediante e um pouco motivo de vergonha alheia jogos como Guitar Heroes, uma vez que para além das músicas memoráveis que fizeram e fazem parte das nossas vidas, eles nos ensinam um pouco de coordenação motora que é esperada de um macaco.

Aqui no interior de São Paulo já deixei de ser atendido numa loja de games, cards e miniaturas porque o atendente estava zerando alguma porcaria de não sei qual grupo, tocando sua guitarrinha fake como uma criança encantada sendo alfabetizada por algum daqueles programas de educação infantil que passam de manhãzinha na tv por assinatura. A loja fechou. Ia até falar para vocês que a loja fechou porque o atendente levou a vida na gaita, mas primeiro que seria uma piada infame demais. E segundo que nem era gaita, era uma guitarrinha fake.

Todavia, acabei de ver no 100Grana um breve review sobre a jogabilidade do novo jogo The Beatles Rockband, o que me deixou impressionantemente nostálgico. Acabei me tornando fã dos garotos britânicos do ié-ié-ié logo quando saiu aquele documentário The Beatles Anthology (1995), tendo Free As A Bird como música de abertura logo no primeiro episódio. Não tinha como não gostar, ok, salvo a apresentação do Pedro Bial vestindo um terninho da época do “Please, please me” de 1963. Mas o documentário causou uma forte impressão, chorei, chorei muito no final ao som de “In my life“.

Anthology_cover_collage

Lembro-me que naquele ano acabei assistindo tal programa por sugestão do meu pai. Ele falou que os caras eram bons, também não tinha por que não ver, época de escola… o que a gente fazia na escola além de desenhar o Homem-Aranha e o Freakazoid na contra-capa do caderno? Pois bem, assisti eu e meu irmão o programa e, como já disse, relevando a participação Bialesca (que não foi de todo mal… mas acho que a birra surgiu com o Big Brother), foi paixão à primeira vista.

Nos dias subseqüentes foi a correria para comprar todos os CDs disponíveis sobre o quarteto. Meu irmão descobriu uma loja onde ainda era possível encontrar os LPs da coletânea que saiu no Brasil e logo comprei o Yellow Submarine (1969) bolachão, além de Rubber Soul (1965), Help (1965) e Abbey Road (1969). E logo em seguida compramos os restantes em CD, fora aquelas coletâneas – no mínimo maravilhosas – a vermelha e a azul. Como já disse, sou músico. Meu irmão também. Foi questão de dias também para começar a tocar essas coisas aqui em casa, fazer o famoso jogo de vozes, montar até um grupinho aqui.

Pois bem, se meu pai algum dia sugeriu que ouvíssemos Beatles, acredito que dos anos que se passaram ele deve ter se arrependido. Era Fabfour tocando em tudo quanto é canto, toda hora. Além do CD Player e do Toca-Discos dele, eu e meu irmão tínhamos também os nossos, causa da discórdia beatlemaníaca. Ê que bons tempos… Lá a gente aprendeu a cantar, tocar, sonhar e pirar, para não dizer o mínimo. Assistir Yellow Submarine foi a epítome da piração que a gente poderia ter visto na televisão daquela época e na nossa idade.

E tudo isso para apresentar o trailer de abertura do The Beatles Rockband. Como dizia, esses jogos cujo maior desafio ao jogador é ser melhor que um macaco apertando botões coloridos numa guitarrinha de plástico não me atraem nenhum pouco. Mas ver o trailer me deixou nostálgico. Agora, fala sério. Vai pra bateria, pro baixo, pro piano, pra uma guitarra de verdade. Aí depois a gente conversa.

Victor Hugo, O Nostálgico

Imagem: HeroxHeroine99, DeviantArt.Com

Salvem o planeta?

•Outubro 1, 2009 • Deixe um comentário

Em meados do ano passado, faleceu um dos humoristas mais ácidos dos Estados Unidos. George Carlin foi um dos pioneiros no humor de crítica social. E aqui, neste vídeo emblemático, ele critica as idéias arrogantes de pseudo-ambientalistas de “salvar o planeta”. Vale ver. Legendado em português:

Marcus Vinicius Pilleggi, o Diletante

Bicicletando

•Outubro 1, 2009 • Deixe um comentário

Ele é um cidadão comum ciente dos seus direitos e deveres na sociedade. Seu nome é F.G. Superman. No combate ao crime ele possui sua identidade secreta, O Bicicleteiro…

Monty Pyhton Flying Circus. Dispensa apresentações.

V.H. Superman, O Cozinheiro

Morra de Rir

•Setembro 24, 2009 • Deixe um comentário

Ah que beleza, estamos todos mórbidos neste Ao Sugo. Primeiro um texto (e um cabeçalho inteiro) dedicado à Morte, agora um vídeo para matá-lo de rir. Sim, nossa intenção é acabar com o nosso leitor, primeiramente deixando-o cego com o nosso fantástico jogo de cores e agora com este vídeo mortal. Aproveite, só se vive uma vez.

Victor Hugo, O Infame

A História das Coisas

•Setembro 22, 2009 • Deixe um comentário

Me apresentaram este  pequeno documentário de pouco mais de 20 minutos e achei de extrema importância disponibilizá-lo no Ao Sugo. Não comentarei mais a respeito, me faça um favor, não seja nem banque o idiota, assista.

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