Preparativos para X-Files 2 – I Want to Believe – Parte 1

Oies povo do Ao Sugo, hoje comentarei neste artigo, também publicado no JornadaBBS, um dos seriados de maior sucesso da década de 1990 que inspirou tantos outros seriados famosos da atualidade como LOST, The 4400 e Supernatural[1]: X-Files ou, como conhecido aqui no Brasil, Arquivo X… para o bom entendedor de gramática e tradução existe um erro aí, o correto seria “Arquivos X” mas, graça ao apelo dos fãs, ficou mesmo Arquivo X na versão dublada pela VTI Rio[2] por estas bandas.

O seriado que rendeu 9 temporadas e, diga-se de passagem, muito dinheiro, iniciou-se no dia 10 de setembro de 1993 nos Estados Unidos e chegou rapidamente aqui no Brasil pela FOX, canal pago da televisão por assinatura que exibiu o seriado em sua totalidade[3] (e o exibe até hoje aos trancos e barrancos através de seu canal spin-off FX), programa de premissa bastante fácil de entender e um pouco difícil de acreditar: desde a sua fundação o FBI – Federal Bureau of Investigation (Bureau Federal de Investigação, o equivalente à Polícia Federal estadunidense e, por sinal, a mais bem equipada de todo o mundo) tem coletado inúmeros casos insolúveis e sem explicação, sendo o primeiro arquivado pelo próprio J. Edgar Hoover, um dos principais diretores da instituição. Você que não viu X-Files e se acha o espertinho não pode de modo algum confundir essa premissa com a do seriado Cold Case[4]: os casos arquivados em X-Files sempre remetiam a soluções que parecem no mínimo improváveis, senão sobrenaturais.

Do quê que estamos falando? Ah sim, ao falar em sobrenatural existe tanta coisa para ser considerada no seriado… Discos voadores, fantasmas, aberrações da natureza, pessoas com poderes psíquicos e etc… Pois é, é disso que X-Files se tratava, unindo com sabedoria ímpar o melhor de Além da Imaginação, Twin Peaks, A Quinta Dimensão e Kolchak – The Night Stalker[5], seriados já consagrados, considerados clássicos e que deveriam ser vistos por qualquer ser pensante com um mínimo de bom senso na Terra. Pois bem, a divisão dos Arquivos X, na verdade uma série daqueles arquivões de metal cinza cheio de fichas e entulhado numa saleta sem janelas do porão do prédio do FBI em Washington, seria “chefiada” por Fox William Mulder, agente especial do FBI com formação em Psicologia em Oxford e conhecido no Bureau por identificar perfis criminosos e, é claro, ser paranóico por toda essa coisa do sobrenatural: quando criança Mulder testemunhou a abdução alienígena de sua irmã, Samantha Mulder, sendo sua vida marcada por uma cruzada em busca de uma explicação, em busca da verdade que, é claro, só poderia estar lá fora. Sua parceira no trabalho seria a cética agente especial Dana Scully, a médica ruiva de olhos azuis do FBI que acredita que tudo pode ser provado e comprovado pela ciência, ou melhor, sempre tentou acreditar, uma vez que nas andanças com Mulder encontrou as coisas mais esquisitas possíveis. Feita a dupla, ambos partiriam em busca de solução para os casos sem explicação ou com explicação duvidosa, encontrando no meio do caminho uma série de casos bizarros e uma magnífica conspiração governamental em relação à sua cooperação com alienígenas num mega plot de invasão e colonização do planeta Terra. Legal, não?

Continua

Victor Hugo

[1]São tantas, até Taken entra na onda. Falar em alienígenas depois de X-Files se tornou praxe: se Independence Day achava que colocou os ETs no mapa, ledo engano. E também existem muitas curiosidades esquisitas: vocês sabiam que a trilha sonora de Smallville, o Barrados no Baile com Superman e Malhação, não apenas era do Mark Snow como muitos trechos foram literalmente reaproveitados de X-Files – The Movie? Pois é… O cara compôs a música tema de X-Files tocando o acorde arpejado em lá menor no violão e assobiando o tema assustador para a mulher, até que, quando ela achou assustadora o suficiente, pronto, eis o tema de Arquivo X, Materia Primoris.

[2]Que na mesma época dublou Jornada nas Estrelas – A Nova Geração, portanto, não se assustem se ouvirem a Dra. Beverly Crusher falando com a voz da Dana Scully, aliás, a dubladora Juraciara Diácovo. Apesar de muita gente ser contra dublagem, não podemos negar que o trabalho com estas duas séries teve excelente qualidade, sem poder esquecer que tivemos dois Mulders, Jorge Eduardo na 1ª, 2ª, 7ª, 8ª e 9ª temporadas e Eduardo Borgeth nas 3ª, 4ª, 5ª e 6ª temporadas.

[3]E que teve vários horários ao longo de sua passagem por lá, sendo que devo dizer que meu horário predileto era às sextas às 20h e com reprise à uma da madrugada, uma espécie de prévia para o sábado Sci Fi Saturday do antigo USA Network.

[4]Exibido hoje pelo Warner Channel e que tem como fundamento a resolução de casos que ficaram durante anos engavetados, seriado muito interessante por sinal mas que não fala em momento algum de homenzinhos verdes.

[5]Chris Carter, criador de X-Files, admitiu inúmeras vezes sobre o impacto que Kolchak lhe causou durante a infância e adolescência, sendo a primeira inspiração para Arquivo X. Darrin McGavin, o ator principal de Kolchak seria convidado a participar de dois episódios de Arquivo X em 1999.

Enquanto espera pela continuação, leia mais sobre X-Files:

A Verdade Está nos Livros! http://www.jornadabbs.com/index.php?Act=1&idNews=128 [JBBS]

Redescobrindo a Ficção Científica http://aosugo.wordpress.com/2008/03/21/redescobrindo-a-ficcao-cientifica/ [Ao Sugo]

~ por Victor Hugo em Julho 7, 2008.

Uma resposta to “Preparativos para X-Files 2 – I Want to Believe – Parte 1”

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